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SURTO OLÍMPICO














SO













Islândia


Ísland


アイスランド




  • Total de participações: 20


  • Estreia: Estocolmo 1912


  • Sede: 0




  • Autor: Mateus Nagime


  • Revisão: Wesley Felix


  • Edição: Patryck Leal


Resultado no Rio 2016


Campanha
Histórica (112º)


Recorde (Melbourne 1956 e Atenas 2004)


Jogos dos Pequenos Estados da Europa




  • Ouro: 0


  • Prata: 0


  • Bronze: 0


  • Total: 0




  • Ouro: 0


  • Prata: 2


  • Bronze: 2


  • Total: 4




  • Ouro: 0


  • Prata: 1


  • Bronze: 0


  • Total: 1




  • Ouro: 490


  • Prata: 380


  • Bronze: 381


  • Total: 1259


Jogos dos Pequenos Estados da Europa




  • Ouro: 498


  • Prata: 380


  • Bronze: 381


  • Total: 1259


Campanha
Histórica (112º)




  • Ouro: 0


  • Prata: 2


  • Bronze: 4


  • Total: 4


Resultado no Rio 2016




  • Ouro: 0


  • Prata: 0


  • Bronze: 0


  • Total: 0


Recorde (Melbourne 1956 e Atenas 2004)




  • Ouro: 0


  • Prata: 1


  • Bronze: 0


  • Total: 1


Ano novo, site novo, 'parada' nova. Iniciando o 2021 do Surto Olímpico com a esperança de que finalmente as Olimpíadas de Tóquio sejam realizadas, o Surto preparou novidades no nosso queridinho.
Sejam bem-vindos (novamente) a Parada das Nações!




  • Dados Gerais




  • Extensão territorial: 103.000 km²


  • População: 339.037


  • Capital: Reykjavik (Reiquejavique)


  • PIB: US$ 25.882 milhões (R$ 134,4 bilhões)


  • IDH: 0,869 (muito alto)


  • Moeda Oficial: Coroa islandesa


  • Idioma Oficial: Islandês


  • Continente: Europa


  • Dia Nacional: 17/06/1944 (proclamação da República)


  • Primeira-Ministra: Katrín Jakobsdóttir


  • Código do COI: ISL




  • Introdução


Pequena ilha entre a Europa e América do Norte, foi fundada há mais de mil anos, durante a Era Viking, e colonizada por uma população mestiça nórdica e celta. A primeira notícia de assentamento do país data de 874 d.c. e é conhecido por ter o parlamento mais antigo do mundo que funciona hoje, o Alþingi (leia-se Althing), criado em 930, com breve interrupção entre 1800 e 1844. 


Apesar disso, o país integrou vários reinados, incluindo o Reino da Dinamarca até 1918 quando Copenhague reconheceu a independência da Islândia pelo período de 25 anos, mas mantendo uma união. Com a invasão da Dinamarca pela Alemanha em 1940, o Reino Unido subsequentemente invadiu o país, rompendo a declarada neutralidade e o governo islandês pediu proteção ao Estados Unidos, ainda fora do conflito.

Com isso, a Islândia entrou na política de boa vizinhança dos EUA – assim como o Brasil – e foi palco de muitos filmes de Hollywood, como “Bodas do Gelo” (“Iceland” no original), de 1942 estrelando Sonja Henie, norueguesa tricampeã olímpica na Patinação Artística. Apesar do nome e da fama, a Islândia nunca subiu ao pódio nos Jogos Olímpicos de Inverno.


Em 1944, 97% da população votou pelo fim da união com a Dinamarca e transformou-se em uma República. É o país com menor população por área da Europa. Dentre as curiosidades do país está a formação do nome dos cidadãos que suprime o sobrenome patriarcal: ao nome da pessoa segue-se o nome do pai ou (raramente) da mãe com o sufixo “son” em gênero masculino e “dóttir” em gênero feminino. Conhecido por ser um país liberal e com forte senso de comunidade, elegeu a primeira líder abertamente LGBT do mundo, Jóhanna Sigurðardóttir, primeira-ministra entre 2009 e 2013.




  • História e histórico


A primeira participação da Islândia aconteceu nos Jogos aconteceu na vizinha Estocolmo, em 1912. Ainda parte do Reino da Dinamarca, Jón Halldórsson correu os 100m e Sigurjón Pétursson terminou em sexto na luta greco-romana, único lutador olímpico da Islândia. Em 1936, a Islândia enviou 12 atletas do atletismo e polo aquático e desde então sempre esteve presente nos Jogos Olímpicos. A maior delegação enviada foi em Seul 1988, com 32 atletas.


O país conquistou quatro medalhas em sua história: Vilhjálmur Einarsson foi prata no salto triplo em Melbourne 1956, perdendo o ouro para Adhemar Ferreira da Silva e chegando a estabelecer um recorde olímpico na final; Bjarni Friðriksson foi bronze na categoria 95kg do judô em Los Angeles 1984; bronze na estreia do salto com vara feminino em Sidney 2000 para Vala Flosadóttir, única mulher medalhista, e a prata do time de handebol masculino em Pequim 2008. 


O atletismo é o esporte mais tradicional da Islândia, especificamente nas provas de campo masculinas: não só a conquista de duas medalhas olímpicas, inclusive a primeira, mas gerou vários campeões europeus e os resultados mais consistentes durante o século XX. A inclusão do handebol no programa olímpico fez deste esporte a maior chance de medalhas  desde a década de 1970, ficando a um gol da final em 1984, chegando em quarto em 1992 e finalmente conquistando a prata em 2008. A natação islandesa despontou com a final olímpica e vice-campeonato mundial de Örn Arnarson em 1984 e trouxe os melhores resultados para o país na Rio 2016, com duas finais, e a tendência continua para Tóquio.


Dentre os outros esportes, além do bronze de Bjarni no judô, os outros destaques na história islandesa são Guðmundur Sigurðsson, oitavo lugar nos 90kg do Levantamento de Pesos em Montreal 1976 e o ginasta Rúnar Alexandersson, sétimo lugar na final do cavalo com alças em sua terceira e última participação olímpica. Em busca da segunda medalha em Seul 1988, Bjarni caiu na estreia para o brasileiro Aurélio Miguel, a caminho do ouro olímpico.


Os primeiros destaques femininos vieram apenas em Sidney 2000, com o bronze de Vala no salto com vara e o sétimo lugar de Guðrún Arnardóttir nos 400 metros com barreiras, única final da Islândia em provas de pista na história olímpica.


O país se destaca no simpático Jogos dos Pequenos Países da Europa, liderando o quadro geral de medalhas de 9 das 18 edições. Mas enquanto dominou entre 1985 e 2001, desde então apenas saiu vitorioso em Reiquejavique 2015 terminando em terceiro nas duas últimas edições. Apesar disso, ainda lidera o quadro geral histórico, com 498 ouros e 1259 medalhas.

Vilhjálmur (esq) ao lado dos companheiros de pódio Adhemar da Silva e o soviético Vitold Kryer - Foto: Arquivo




  • Modalidades


+ Atletismo


Esporte mais consistente na história da ilha europeia. O maior nome é Vilhjálmur Einarsson, primeiro medalhista olímpico, prata no salto triplo em Melbourne 1956, estabelecendo um recorde olímpico que seria batido na mesma final pelo campeão Adhemar Ferreira da Silva. Terminou em quinto em Roma 1960. Eleito melhor atleta islandês por um recorde de cinco anos (1956-59, 1961), trabalhava como diretor de escolas e pintor. Seu filho Einar Vilhjálmsson foi lançador de dardo na Olimpíadas de 1984, 1988 e 1992, terminando em 6°, 13° e 14° respectivamente e Atleta Nacional do Ano em 1983, 1985 e 1988.


Dentre outros destaques, estão: Örn Clausen, 12° no Decatlo em Londres 1948 e prata no Europeu de Atletismo de 1950; Torfi Bryngeirsson, campeão no Europeu de Atletismo de 1950; Torfi Bryngeirsson, 14° no salto com vara em Helsinque 1948 e campeão Europeu de salto em distância em 1950; Björgvin Hólm, 14° no decatlo em Roma 1960; Valbjörn Þorláksson (Thorlaksson), 12° no decatlo em Tóquio 1964 e atleta do ano em 1959 e 65; Sigurður Einarsson, 5° no lançamento de dardo e eleito melhor atleta islandês de 1992; Vésteinn Hafsteinsson, 11 no lançamento de disco em Barcelona 1992; Jón Arnar Magnússon, 12° no decatlo em Atlanta 1996 e melhor atleta do país em 1995 e 1996.


As mulheres ganharam força na virada do século e nas últimas edições alcançaram resultados melhores que os representantes masculinos: Guðrún Arnardóttir, 7ª nos 400m com barreira em Sidney 2000, primeira final do país em provas de pista; Þórey Edda Elísdóttir 5ª no salto com vara feminino em Atenas 2004; Ásdís Hjálmsdóttir, 11° no lançamento de dardo em Londres 2012. 


Gunnar Huseby, único bicampeão europeu da Islândia, no arremesso de peso em 1946 e 50, perdeu as Olimpíadas de 1948 por lesão e de 1952 por cumprir pena de prisão por agressão e roubo e nunca participou do Jogos, apesar de ser um dos maiores nomes da história do país.

Finalista olímpico aos 19 anos, Arnarson virou sensação na Islândia e capa de revista- Foto: Facebook / Örn Arnarson

+ Natação


Islândia mandou seus primeiros nadadores para as Olimpíadas em 1948, com Sigurður Jónsson alcançando a semifinal dos 200m peito e terminando em 14º. Somente em Seul 1988, um islandês voltou à semifinal, com Eðvarð Þór Eðvarðsson, esportista do ano em 1986, terminando em 16º nos 100m costas. A primeira final do país nas piscinas veio em Sidney 2000 com Örn Arnarson, quarto melhor nos 100m costas, prova na qual foi vice-campeão mundial em 2001 (e bronze nos 200m costa), e melhor atleta do país em 1998, 1999 e 2001. A delegação islandesa alcançou duas finais na Rio 2016, com o sexto lugar de Hrafnhildur Lúthersdóttir nos 100m peito feminino e o oitavo de Eygló Ósk Gústafsdóttir nos 200m costa feminino.


 

Handebol


Em Munique 1972, o esporte voltou ao programa após a estreia em Berlim 1936 e a Islândia se classificou, terminando em 12º lugar. Depois de duas ausências, o país participou por três edições seguidas, 6º em Los Angeles 1984 - perdendo a vaga na final por um gol em um empate contra a campeã Iugoslávia -, 8º em Seul 1988 e 4º em Barcelona 1992, perdendo o bronze para a França e contando com uma vitória sobre o Brasil por 19 a 18 na fase de grupos.


Depois de duas ausências em 1996 e 2000, outras três participações: 9º em Atenas 2004, 2º em Pequim 2008 e 5º em Londres 2012. A medalha na China, perdendo na final para a França, foi a terceira da história do país depois da prata no salto triplo em 1956 e do bronze do judoca Bjarni Friðriksson em Los Angeles 1984. Invicto na fase de grupos em Londres, o time perdeu na prorrogação para a Hungria nas quartas. Como nos outros anos, duas ausências seguiram três participações: time não se classificou para Rio 2016 e não tem mais chances de classificação para Tóquio.


Islândia sediou o mundial de 1995, terminando em 14º lugar. A melhor classificação em mundial foi o quinto lugar em 1997 e a única medalha europeia foi o bronze em 2010. Já o time feminino não tem tradição no esporte e disputou apenas um mundial, terminando em 12º lugar em 2011. Apesar disso, Sigríður Sigurðardóttir foi a única mulher escolhida como Atleta do Ano da Islândia entre 1956 e 1990. Outros sete atletas foram eleitos em 11 anos, com destaque para o capitão Ólafur Stefánsson, escolhido em 2002, 2003, 2008 e 2009.


Sigfús Sigurðsson, medalhista de prata em 2008, é neto do arremessador de peso do mesmo nome, que foi 13° em Londres 1948. 


Anton McKee em ação pela Universidade do Alabama, no circuito universitário norte-americano - Foto: Justin Casterline




  • Destaque



Anton Sveinn McKee (natação): Único atleta islandês já classificado, nos 200m estilo peito, Anton teve seu momento de glória nos Jogos dos Pequenos Estados de Luxemburgo 2013 quando levou seis ouros, três pratas e um bronze. Ele disputou a temporada de 2020 da ISL pelo Toronto Titans. Eygló Ósk Gústafsdóttir, finalista na Rio 2016 e uma das esperanças olímpicas resolveu se aposentar em junho de 2020.






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