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Desde o começo do ano, 12 crianças morreram baleadas no estado do Rio de Janeiro. As duas últimas vítimas mais recentes são as primas Emilly Victoria, de 4 anos, e Rebecca Beatriz, de 7 anos, que morreram enquanto brincavam na porta de casa, na comunidade Santo Antônio, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite de sexta-feira (4).

De acordo com o 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em outubro pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil teve quase 5 mil mortes violentas de crianças e adolescentes em 2019, sendo que 75% eram negros.

Esse número é 10% do total de mortes violentas do ano passado. Apenas 21 estados informaram os dados. Essa foi a primeira divulgação dos dados, realizada em parceria com a Unicef.

Anna Carolina de Souza Neves, de 8 anos de idade, morreu em 10 de janeiro depois de ter sido baleada na cabeça quando estava sentada no sofá de casa no bairro Parque Esperança, em Belford, Roxo, na Baixada Fluminense.

João Vitor Moreira, de 14 anos, morreu em 2 de fevereiro, depois de ter sido baleado na cabeça em Vila Kosmos, na Zona Norte do Rio. Ele voltava da festa de aniversário de 2 anos de uma prima.

Luiz Antônio de Souza Ferreira da Silva, de 14 anos, morreu no dia 7 de fevereiro em São João de Meriti. Ele estava em processo de adoção e foi atingido na perna quando saía de uma consulta com o psicólogo, segundo a família. Luiz Antônio estava acompanhado da mãe adotiva.

João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, foi morto durante uma operação conjunta das polícias Civil e Federal no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, em 18 de maio. De acordo com relatos de parentes, a polícia invadiu a casa.

Douglas Enzo Maia dos Santos Marinho, de 4 anos, foi morto no início de junho na própria festa de aniversário, em Piabetá, na Baixada Fluminense. Ele foi atingido com um tiro no peito.

Kauã Vítor da Silva, de 11 anos, foi baleado na cabeça em 25 de junho, no Complexo da Maré. De acordo com a Polícia Militar, parentes do garoto contaram que ele brincava na porta de casa quando outro menor disparou uma arma acidentalmente.

Rayane Lopes, de 10 anos, morreu em 28 de junho em uma chacina no bairro de Anchieta, na Zona Norte. Além da menina, mais quatro homens morreram na festa junina que acontecia em um dos acessos à comunidade Às de Ouro. 

Ítalo Augusto, de 7 anos, morreu em 30 de junho após ser baleado na porta de casa, no bairro Éden, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Leônidas Augusto, de 12 anos, morreu após ter sido baleado na cabeça na Avenida Brasil, na altura de Bonsucesso, em 9 de outubro. Ele tinha ido com a avó a um supermercado em uma das entradas da favela Nova Holanda, no Complexo do Alemão.

As primas Emilly Victoria, de 4 anos, e Rebeca Beatriz Rodrigues dos Santos, de 7, morreram na noite de 4 de dezembro enquanto brincavam na porta de casa, na comunidade Santo Antônio, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Um único tiro atingiu Emilly na cabeça e Rebecca no abdômen. As meninas se preparavam para o aniversário da menor, que completaria 5 anos em 23 de dezembro.


Ocorrência em Três Rios


Maria Alice Neves
, de 4 anos, morreu em 2 de julho depois de ter sido baleada durante uma festa de aniversário em Três Rios, no Sul do estado do Rio. Ela estava internada no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias.


Segundo testemunhas, dois homens em uma moto passaram atirando. Além de Alice, outras sete pessoas foram atingidas, inclusive o aniversariante, que completava 17 anos. Um homem de 20 anos morreu na hora.

Fonte: G1

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