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É no mínimo estranho pensarmos o consumo de informações no nosso cenário atual. Quanto mais informações são disponibilizadas aos leitores, mais estes se prendem a superficialidade de conceitos e ideias.

Não me espanta hoje a quantidade de falsas notícias que são divulgadas, afinal, estas sempre estiveram presentes, quando não nas rádios e televisões, nas calçadas das ruas em tom de informalidade.

Elas mudaram apenas de lugar.

Diante desse cenário, o mais espantoso é a superficialidade com que os leitores absorvem as notícias. 

Hoje, toma-se qualquer nota de revista como uma verdade científica, havendo até aqueles que defendem com a vida postulações desse nível no mesmo empenho que defenderiam uma causa de salvação nacional.

Os jornais, com exceção deste expoente sul-fluminense, em sua maioria vendem opiniões. No entanto, nem isto me impressiona.

Impressiona-me os leitores comprá-las sem o menor requinte de criticidade e tornarem-se funcionários dos jornais ao transmitirem com tanta veracidade uma notícia que nem se sabe de onde vem.

O grande Machado de Assis dizia que no Brasil há dois países: o real e o oficial. Nós estamos sendo responsáveis pela construção de um terceiro, uma mescla de superficialidade e massificação.

Juntou-se as vigas da mentira, a massa da ignorância e alguns, por interesses próprios, ditam o ritmo da construção deste terceiro, a qual podemos chamar Brasil fictício.

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