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A Polícia Federal, em cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, deflagrou hoje (21) a Operação Guaxinim, com o objetivo a busca de evidências de compras irregulares de insumos e equipamentos médicos hospitalares para o combate ao coronavírus.

As investigações identificaram que, em ocasiões diferentes e próximas, uma mesma fornecedora foi contratada em caráter emergencial para o fornecimento de máscaras cirúrgicas descartáveis e álcool etílico hidratado (70%) a preços muito acima do valor praticado no mercado.

A escolha e venda ocorreram sem licitação e com pagamento antecipado. A organização valia-se de pessoa jurídica de pequeno porte, com razão social diversa do objeto contratado.

Segundo cálculos da Controladoria Geral da União (CGU), o superfaturamento foi estimado em mais de R$ 700 mil, com preço 56,25% a 73,61% acima da média do mercado.

Além disso, foi constatado atraso na entrega do material que também não estava de acordo com as especificações técnicas requeridas.

Os autores identificados no curso das apurações responderão pelo crime tipificado no art. 312 do Código Penal, com penas que podem atingir 12 anos de reclusão e multa. A ação teve desdobramentos em Paty do Alferes, Rio de Janeiro e Juiz de Fora (MG).

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