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O delegado titular da 91ª DP (Valença), Carlos César, solicitou nesta terça-feira, dia 13, que pacientes que tenham sido vítimas de um homem suspeito de atuar como falso médico, compareçam a unidade policial.

Segundo o delegado, para cada pessoa que registrar um boletim de ocorrência contra o suspeito, será instaurado um novo inquérito.

O suspeito, de 41 anos, foi preso na sexta-feira, dia 9, após denúncia feita por funcionários do Hospital Escola de Valença, onde ele trabalhou há cerca de dois meses.

Segundo o delegado, o fato já foi comunicado aos delegados de Mendes, Volta Redonda, Piraí e Barra do Piraí, já que o suspeito teria atuado em hospitais dessas cidades.

Carlos César explicou que o homem usava os dados e documentos de um médico, atualmente residente em Goiás, mas também se apresentava como tenente do Exército Brasileiro, inclusive com documentos pertinentes e fardamento.

As investigações revelaram que o suspeito se aproveitou da pandemia de Covid-19 e da escassez de médicos e se apresentou ao Hospital Escola de Valença como médico cirurgião e intensivista, usando a identidade de tenente do Exército Brasileiro para cobrir plantões vagos no Hospital Escola de Valença.

Um dos pacientes teve a perna amputada pelos cuidados médicos equivocados, inclusive cirúrgicos, e a prescrição de remédios não correspondentes à gravidade do ferimento do homem.

A vítima teria se acidentado com um vergalhão na perna, vindo a necrosar a perna direita, o que motivou a amputação, o fato ocorreu no Hospital Escola de Valença.

O suspeito foi transferido nesse fim de semana, da 91ª DP para a Cadeia Pública de Volta Redonda, onde ficará à disposição da Justiça de Valença. Ele foi indiciado por uso de documento falso, falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e lesão corporal gravíssima.

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