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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro realizou na manhã desta terça-feira (21) a Operação Pharus, que cumpre mandados de busca e apreensão para investigar uma possível fraude em licitações na compra de combustíveis, desvio de recurso público e lavagem de dinheiro em Paulo de Frontin, no Sul do Rio.

Um dos alvos da ação é o prefeito Jauldo Neto (PSC). Entramos em contato com a assessoria de Jauldo, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

De acordo com o MPRJ, o prefeito seria suspeito de dispensar a licitação no início do mandato, em 2017, para contratar de forma emergencial o posto Farol do Chafre por 12 meses, no valor de R$1.081.400 para fornecer combustíveis aos veículos do município.

Ainda segundo o Ministério Público, um estudo do Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE) constatou um superfaturamento de mais de R$70 mil no contrato, uma vez que os preços estariam acima da média de outros fornecedores.

O MP informou que em março do mesmo ano, a prefeitura teria autorizado o pagamento de R$171.895,73 ao mesmo posto como ajuste de contas, sem que houvesse contrato firmado com a empresa.

A escolha desse posto, segundo o que aponta o MP, seria uma forma de retribuição pessoal, pois o dono da empresa teria fornecido combustível durante a campanha eleitoral do prefeito. A suspeita é de que os pagamentos superfaturados ainda ocorram atualmente.

Os mandados também foram cumpridos em Barra Mansa, Barra do Piraí, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Outros alvos da operação são o presidente da Câmara Municipal Kaio José Balthazar, os outros sócios do Posto Farol do Chafre e titulares de contas bancárias que supostamente seriam ligadas ao esquema, inclusive empresas que aparentemente foram constituídas para prática de lavagem de dinheiro, de acordo com o Ministério Público.

Fonte: G1

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