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Os vereadores de Barra Mansa, aprovaram na manhã de hoje quarta-feira (29), a abertura do processo de impeachment contra o prefeito Rodrigo Drable (Democratas).

O requerimento de autoria do vereador Marcell Castro (Cidadania) foi aprovado por 14 votos na sessão, que teve início às 9 horas.

O requerimento foi aprovado por todos os presentes à sessão e a comissão processante foi constituída de Gustavo Gomes (presidente), Maria Lúcia Moura da Fonseca (relatora) e Daniel Volpe Maciel.

“Logo após a votação fizemos a escolha dos integrantes. Eles terão cinco dias para começarem a se manifestar. O prazo é de 90 dias para apresentarem um relatório final sobre o caso, se encaminham a cassação ou não”, disse o presidente da Casa, Luiz Antônio.

Como o vereador Marcell Castro entrou com o pedido, não pode votar no processo. Assim, sua suplente direta, Cristina de Fátima dos Santos Loures, assumiu apenas para exercer o voto neste pedido, conforme prevê o decreto federal sobre processo de cassação de prefeitos.

O presidente em exercício, Luís Antônio Cardoso, só votaria se houvesse empate. A vereadora Cristina de Fátima Dos Santos Loures e o vereador Carlos Roberto de Carvalho se abstiveram de votar.

O presidente disse que houve uma pressão muito grande para aprovação do requerimento. “Meu posicionamento é que nosso foco deveria ser o combate ao coronavírus. Deveríamos estar unidos, mas esse fato acabou por dividir muito a Casa. Eu acho que falta pouco para a eleição e que o prefeito deveria ter a chance de colocar o nome dele para a população decidir o que era melhor para a cidade”, destacou.

O prefeito Rodrigo Drable também se manifestou, logo após saber do resultado da votação. “Estou sendo acusado por um vereador, de oferecer vantagem a vereadores. Aprovaram a comissão por unanimidade. Será a grande oportunidade de se esclarecer se alguém teve algum tipo de vantagem. Há de se refletir: Se todos foram a favor, quem é que recebeu vantagem? Mais à frente todos saberão, se sou autor ou vítima. A verdade sempre prevalece”, disse.

O caso


No dia 14 de julho, o Ministério Público do Estado Rio de Janeiro, por meio do Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça, e a Polícia Civil, por meio da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro, realizaram nesta terça-feira (14), uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão na Prefeitura e na Câmara Municipal.

Entre os denunciados pelo GAOCRIM/MPRJ à Justiça estavam o o prefeito Rodrigo Drable e os vereadores Zélio Resende Barbosa e Paulo Afonso Sales Moreira, vulgo Paulo Chuchu, além do coronel da Polícia Militar Jorge Ricardo da Silva, ocupante de cargo comissionado da Prefeitura.

Não há mandados de prisão contra os denunciados. Além da autorização de cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, o Juízo determinou o afastamento dos denunciados de suas funções públicas.

Drable foi acusado de tentar comprara votos de vereadores para reverter um parecer prévio contrário do TCE às suas contas de 2018. Em seguida, o grupo de oposição entrou com requerimento pedindo abertura de uma comissão para analisar a viabilidade do impeachment do prefeito. A votação ocorreu na manhã desta quarta-feira.

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